BOC -> Transplante De Córnea 

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1- Córnea

1.1 - O que é?
1.2 - Anatomia Macroscópia
1.3 - Anatomia Microcópia
1.4 - Como é realizado um transplante de Córnea?
1.5 - Sequencia do Transplante
1.6 - Processos de Doação e Transplante

 

Córnea

1.1 - O que é

Córnea é a parte anterior transparente e protetora do olho dos vertebrados. Fica localizada na região polar anterior do globo ocular. A córnea e o cristalino têm a função de focar a luz através da pupila para a retina, como se fosse uma lente fixa. São as lágrimas (secreção lacrimal) que mantêm a córnea úmida e saudáve

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1.2 - Anatomia Macroscopia

Sua superfície anterior é elíptica, medindo aproximadamente 12,6 mm no meridiano horizontal e, 11,7 mm no vertical. Com uma espessura média de 0,52 mm na região central e de 0,65 mm ou mais, na região periférica.

Ela não apresenta em sua superfície anterior uma curvatura uniforme. Sendo assim, tem sua curvatura mais acentuada na região central e mais plana na região periférica. Seu raio de curvatura médio está em torno de 7,8 mm na superfície anterior da região central, e de 6,6 mm na superfície posterior.

A córnea possui um poder refracional de 44,00 Dioptrias.

Sua estrutura não é vascularizada e sua inervação é desprovida de bainha de mielina, o que garante a sua total transparência.

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1.3 - Anatomia Microscopia

A Córnea é constituída de cinco camadas:

* Epitélio
* Membrana de Bowman
* Estroma
* Membrana de Descemet
* Endotélio.

Epitélio

O epitélio é a camada da córnea superficial e compõe-se de quatro a seis outras camadas de células do tipo epitélio escamoso estratificado e não é queratinizado. Sua espessura é de 10% aproximadamente e é provida de alta capacidade de regeneração.

São colunares as células em suas camadas mais profundas, com atividade mitogênica. Enquanto as células mais superficiais (tidas como mais antigas) começam a descamar, outras células novas vão naturalmente tomando a forma estratificada descrita anteriormente.

Para que ocorra a renovação da célula na superfície são necessários sete dias - período necessário para a ocorrência da mitose.

O epitélio apresenta-se com uma superfície lisa e brilhante, o que lhe assegura o seu poder de refração. Seu funcionamento é uma espécie de bloqueio contra perda de líquidos e, conseqüentemente, evita a penetração de microrganismos.

As células basais em suas bordas apresentam extensões digitais, são unidas entre si pela "zonula adherens" e "gap junctions". As células basais são planas em sua face posterior e está aderem-se à lâmina basal através de hemidesmossomas.


Membrana de Bowman

Esta membrana é formada de células do epitélio basal, da lâmina basal, e de fibras do Estroma anterior, a sua espessura é de 8mm a 12mm e sua formação é por fibras de colágeno e proteoglicanas, ela não tem o poder de se regenerar uma vez lesada. Seu diâmetro é de aproximadamente dois terços das fibras de colágeno do Estroma. Sua função baseia-se em manter a integridade e a organização epitelial e manter o Epitélio separado do Estroma.


Membrana de Descemet

Sabe-se que a sua formação acontece aos quatro meses de gestação e sua camada anterior se completa próximo ao nascimento.

A Membrana de Descemet é facilmente regenerada, devido a sua formação a partir do Endotélio, ela reveste toda a superfície do Estroma que é composta por uma camada anterior perto ao Estroma e uma camada posterior perto ao Endotélio.

Esta mesma membrana tem uma espessura que se apresenta ao longo da vida, portanto não tendo significado relevante e permanece em torno de 3 mm em sua camada anterior, e de 2mm para 10mm na camada posterior que neste caso pode variar com o passar dos anos.

Endotélio

Medindo aproximadamente 4mm a 6mm em sua altura e 20mm em seu comprimento, as células são hexagonais e se dispõem de maneira extraordinária, pela disposição e pelo padrão dessas células é chamado de mosaico endotelial por sua semelhança.

Quando ocorre perda de células endoteliais, aquelas células que sobraram deslocam-se na direção da área lesionada para preencher aquele espaço, aumentando seu tamanho (polimegatismo) e também alterando sua forma (pleomorfismo). Todo esse mecanismo é responsável pelo reparo do endotélio, leva-se em conta o fato de que a mitose nas células endoteliais adultas é lenta e escassa.

Observa-se em cultura com soro fetal em humanos a evidência de mitose celular endotelial. Para se manter o estado de transparência e deturgescência da córnea torna-se necessária e essencial a integridade funcional do endotélio corneano. É imprescindível enfatizar que o endotélio é de suma importância para manter a transparência e organização das camadas da córnea, com isso evita-se um edema corneano. Com a exata transferência de sódio e potássio o endotélio leva a água a uma velocidade de 6,5ml/cm/hora. Sabe-se que o oxigênio é proveniente do humor aquoso e que o suprimento de glicose provém também do humor aquoso e com isso esse mecanismo de transferência é facilitado.

Com o nascimento o volume endotelial varia de 3500 a 4000 células por milímetro quadrado. No indivíduo adulto esse volume varia de 1400 a 2500 células por milímetro quadrado. Sendo assim o mínimo que se espera para que o endotélio possa manter a sua função é na ordem de 400 a 700 células por milímetro quadrado. Sem esse mínimo é impossível manter sua função e a partir disso começa a ocorrer edema e, conseqüentemente, perda da visão.

*fonte: http://pt.wikipedia.org/

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1.4 - Como é realizado um transplante de Córnea?

O transplante é uma cirurgia que troca a porção central da córnea doente por uma córnea sadia doada. A nova córnea é fixada com um fio especial mais fino que um fio de cabelo, com o auxílio de um microscópio cirúrgico.

Para exemplificar um transplante de córnea, é como por exemplo, relógio, se o vidro estiver embaçado fica difícil enxergar o mostrador. Para podermos usá-lo, é necessário substituir o vidro por outro transparente. Da mesma forma, o transplante só está indicado quando o problema for na córnea. Isto pode acontecer por diferentes motivos, ou seja, por alguma doença adquirida, por um defeito de nascimento ou por um ferimento. Em tais situações, a visão fica prejudicada e não é possível melhorá-la com uso de óculos. Só a troca da córnea doente por outra sadia e transparente pode melhorar a visão.

*fonte: http://boasaude.uol.com.br

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1.5 - Seqüência do Transplante

O transplante de córnea é indicado quando a doença manifesta-se como uma equitasia corneana (ceratocone) ou nas distrofias e opacidades corneanas

 

Comparando-se o olho com o relógio a córnea seria o vidro do relógio, o colorido do olho (íris) seria o mostrador do relógio portanto no transplante de córnea a cirurgia compreende apenas a troca do vidro (córnea).

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Cirurgia de transplante
de córnea após 15 dias
Cirurgia de transplante
de córnea após 1 ano

 

* fonte: http://www.penidoburnier.com.br/


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1.6 - Processos de Doação e Transplante

 

 

1 - Hospital notifica a Central de Transplantes sobre um paciente com morte encefálica (doador);

2 - Central de Transplantes repassa a notificação para a OPC (Organização de Procura de Córnea);

3 - OPO contacta o Hospital e viabiliza o doador;

4 - OPO informa a Central de Transplantes se o doador é viável;

5 - Central de Transplantes emite a lista de receptores e encaminha para o Laboratório de Imunogenética (apenas para o Rim);

6 - Laboratório de Imunogenética realiza "crossmatch" e informa para a Central de Transplantes;

7 - Central de Transplantes com a lista definitiva dos receptores para cada órgão, informa as Equipes de Transplante;

8 - Equipes de Transplante realizam os transplantes.

 

Central de Transplantes

Obedecendo a determinação do Decreto Federal 2.268/97 que regulamenta a Lei Federal 9.434/97, o Secretário de Estado da Saúde de São Paulo fez publicar resoluções criando e regulamentando o Sistema Estadual de Transplantes (SET), integrante do Sistema Nacional de Transplantes (SNT), que, em última análise, estabelece a maneira como os órgãos e tecidos cadavéricos serão captados e distribuídos no Estado de São Paulo conforme legislação em vigor.

O SET compreende seis módulos:

1. Módulo de Transplante de Coração;
2. Módulo de Transplante de Fígado;
3. Módulo de Transplante de Rim;
4. Módulo de Transplante de Pulmão;
5. Módulo de Transplante de Pâncreas Isolado e Rim/Pâncreas;
6. Módulo de Transplante de Córnea.

O Módulo de Transplante define a estrutura das entidades integrantes, as atribuições e a operacionalização das atividades para a notificação, captação e distribuição de órgãos e tecidos cadavéricos. As Entidades são as Instituições, Unidades e/ou Equipes que integram o SET.

As atividades relativas a transplantes de coração, fígado, rim, pulmão e pâncreas e córneas são desenvolvidas pela Central Estadual de Transplantes (CET) e pelas seguintes Entidades:


* Organização de Procura de Órgãos (OPO) e Organização de Procura de Córneas (OPC), entidades sem fins lucrativos, com atuação regionalizada, para detecção de doador potencial, constituído por um ou mais hospitais de sua área territorial de atuação;

* Hospitais públicos ou privados, integrantes de uma única OPO/OPC, para detecção, manutenção clínica e preparo do doador potencial da área territorial de atuação da OPO/OPC que integra;

* Equipes Médicas de Transplantes pertencentes a um ou mais hospitais de uma determinada área geográfica cuja finalidade é inscrever potenciais receptores no Cadastro Técnico Único (CTU) da CET e realizar os transplantes dos pacientes selecionados, pela CET, para um dado doador, em condições de se submeter a eles;

* Co missões Técnicas Científicas, compostas por técnicos, professores especialistas e profissionais de notório saber, que assessorarão a Secretaria de Estado da Saúde (SES) quanto a condutas, procedimentos e decisões que, pela sua complexidade, necessitem parecer de órgão colegiado;

* Unidades de Diálise, públicas ou privadas, estabelecimentos de saúde integrante do SET;

* Laboratórios de Imunogenética.

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